Atendimento presencial suspenso

Em razão da pandemia de Covid-19, o Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal – ArquitetosDF – adotou as medidas necessárias à contenção da disseminação do coronavírus, garantindo ainda assim o atendimento aos associados. A partir de 17 de março, por tempo indeterminado, o atendimento será feito por email <contato@arquitetosdf.org.br> e pelo Telefone/Whatsapp +61 98361-1101, de segunda a sexta, de 13h às 18h. Poderão ser realizadas conferências virtuais por meio do aplicativo Google Meet. O atendimento pessoal será realizado em casos estritamente necessários, com agendamento prévio.

ArquitetosDF
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O Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal, fundado em 1980, é uma das estruturas com base legal que garantem a regulamentação da profissão do Arquiteto e Urbanista no DF.

Como um dos fundadores da CUT-DF, a maior central sindical da américa latina, e juntamente à FNA, o sindicato busca o aprimoramento e a regulamentação de nossa profissão, na busca sempre constante por nossa identidade profissional.

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FNA defende arquitetos nos municípios para qualificar políticas públicas

atuação dos arquitetos e urbanistas nos municípios é um caminho para manter a participação popular na formulação de políticas públicas”. A defesa foi feita pelo secretario de Organização e Formação Sindical da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Danilo Matoso, durante a abertura do painel “Municípios com ATHIS: eleições e o direito à moradia”, no Circuito Urbano 2020 da Onu Habitat. Segundo o dirigente, o Brasil vive, desde 2016, um momento de instabilidade democrática, que se agravou com o governo do presidente Jair Bolsonaro e precisa ser levado em conta na hora de planejar projetos sociais nas comunidades. “Não podemos achar que vamos atuar com projetos como ATHIS em céu de brigadeiro”, enfatizou. A agenda, que ocorreu no último sábado (10/10), reuniu 15 painelistas que discutiram sobre o movimento Arquitetos pela Moradia, que propõe 5570 municípios com Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) ainda em 2020.

Para Matoso, o Governo Federal tem como linha política o fechamento do Estado à participação popular, colocando como desafio para as organizações dos trabalhadores – sobretudo os sindicatos – a construção de vias de pressão política. O Programa Casa Verde Amarela foi citado como um dos grandes exemplos desse desmonte que vem se alastrando no cenário nacional. De acordo com o arquiteto e urbanista, o programa habitacional acabou virando um projeto de créditos. Neste sentido, o diretor reafirmou que os municípios são uma porta de entrada importante para reerguer as políticas de habitação social. “Se temos vários municípios sem capacidade de planejamento, é a categoria que precisa se organizar para sugerir esses projetos de atuação, também por meio dos governos estaduais”, explicou.

O representante sindical também destacou a necessidade de tornar mais plural a formação dos arquitetos e urbanistas. Se até recentemente os programas dos cursos de arquitetura refletiam o recorte relativamente elitizado de seus alunos, o aumento no número de cursos levou também a uma diversificação do perfil social dos arquitetos e, em consequência, de suas frentes de atuação profissional. “Precisamos ampliar o campo de atuação dos profissionais, e as entidades têm o desafio de cada vez mais aprofundar esses pequenos passos que foram dados nos modelos de negócios”, lembrou, referindo-se à cartilha de orientação Escritórios Populares de Arquitetura editada pelo CAU-DF com apoio dos ArquitetosDF em julho deste ano.

Matoso reforçou que é necessário transformar as Diretrizes de Políticas Amplas dos movimentos representativos – como a [carta] das entidades de Arquitetura e Urbanismo aos candidatos das eleições municipais de 2020 – em projetos concretos de arranjos institucionais, que possam ser apresentados aos municípios permitindo a contratação de arquitetos e urbanistas e engenheiros civis para levar a cabo políticas de habitação e de planejamento urbano, dentre outras.

A programação do Circuito Urbano 2020 segue até o dia 31 de outubro com diversos painéis sobre direito à moradia, política habitacional, urbanização das metrópoles, cidades pós Covid-19, entre outros. As palestras são transmitidas ao vivo no Canal do Youtube do evento e o cronograma completo pode ser acessado aqui.

Assista o painel do último sábado aqui. 

Mais do que moradia, Athis precisa garantir direito à cidade

As parcas políticas habitacionais existentes hoje no Brasil hidratam a conta-gotas projetos pontuais de acesso à moradia mas, geralmente, não garantem a essas famílias acesso à cidade. Em uma noite de críticas duras à falta de verbas para assegurar dignidade ao povo brasileiro, a 12ª live da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) reuniu arquitetos e urbanistas de diferentes regiões do país nesta quinta-feira (15/10) para debater a atuação dos profissionais em Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (Athis). Em uma fala contundente, a arquiteta e urbanista e diretora do Sindicato dos Arquitetos no Distrito Federal (ArquitetosDF) Mariana Bomtempo ponderou que, apesar de as linhas de crédito para moradia subsidiarem projetos para baixa renda, geralmente, as construtoras os carregam para territórios mais baratos, o que garante direito à moradia sem direito à cidade. “O Minha Casa Minha Vida foi desenhado pelo Ministério da Fazenda e não pelo Ministério das Cidades. Foi desenhado para as construtoras e não como uma estratégia para atender o direito à moradia”.

Ela conclamou os colegas que tanto dizem ter interesse pela área a se somarem nesse “trabalho de formiguinha”: “assistência técnica precisa de gente”. Mas alertou: “quando temos um governo que chama os movimentos sociais de grupos terroristas, pronto: não vamos ter dinheiro de ordem federal”, sacramentou, lembrando que cabe às entidades cobrarem políticas públicas mais robustas para a área. Mariana ainda teceu crítica às escolas de Arquitetura que, segundo ela, se alimentam dessa mística de elitismo da profissão. “As escolas não abrem espaço para que se converse sobre autoconstrução e esquecem que 85% das nossas cidades foram construídas sem os arquitetos”. E disse mais: “A autoconstrução é uma realidade. Precisamos lidar com ela e aprender a construir com ela”.

A falta de crédito que viabilize projetos na área de Athis também foi alvo da fala da arquiteta e urbanista e dirigente do Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio Grande do Sul (Saergs), Karla Moroso. Mediando o debate, ela lembrou que o Brasil é um país gigante com uma demanda por assistência enorme e, por outro lado, são poucos os profissionais dispostos a se dedicar a ela. “Não é uma demanda que vem até o escritório. Ninguém bate na porta da gente. As coisas não funcionam assim. Sabemos que, muitas vezes, se essas pessoas tiverem que escolher entre comprar tijolos e cimento ou contratar um arquiteto, vão comprar cimento e tijolo”, reconheceu.

Atuando em um escritório com atuação forte no que chama de uma assistência técnica de um modo híbrido, Karla mencionou que atende demandas um pouco diferentes do que o que revê a Lei nº 11.888. Entre eles, estão projetos enquadrados no Minha Casa Minha Vida Entidades para reciclagem de prédios que não estão cumprindo com sua função social. “É um trabalho que nos exige dispor de muitas das nossas atribuições”. O desafio central a quem atua com a Athis, segue ela, é quem paga a conta desse trabalho de forma a que ele não se torne um voluntariado e reforce e precarização do trabalho do arquiteto. “Temos que estar atentos para demandas da habitação de interesse sociais e entender o papel do arquiteto nesse contexto. Arquiteto é insumo da planilha de custos?”, questionou.

Representando a Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa Econômica Federal (Aneac), Sotter Gouveia citou que a Caixa Econômica Federal é apenas o agente de repasse e que há diferentes fundos de origem que possuem regras próprias para financiar projetos em Athis. Segundo ele, um dos entraves no acesso à verbas é a falta de conhecimento sobre os trâmites burocráticos para obtê-los. “Cada dono do dinheiro tem a sua regra. Nossa maior dificuldade é passar isso para as pessoas”. Um dos caminhos sugeridos por ele é atuar no convencimento junto às prefeituras. “Precisa-se vender o peixe de que não é gasto, é investimento”.

Confira a live completa clicando aqui. 

Arquitetos-DF integra movimento Outubro Urbano

Integrando o movimento capitaneado pela ONU-Habitat, o Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal (Arquitetos-DF) aderiu ao Outubro Urbano. O circuito de debates realizado anualmente propõe uma reflexão acerca dos espaços urbanos, do direito à cidade e da cidadania. Na Capital Federal, o foco da campanha será no direito à cidade e moradia digna, tendo como tema central a disputa pela ocupação das áreas centrais do Plano Piloto.

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