ArquitetosDF também em defesa do povo brasileiro contra a pandemia de Covid-19

Os ArquitetosDF aderem integralmente à nota emitida pela FNA no dia de hoje em defesa do povo brasileiro contra a pandemia de Covid-19, reforçando as diretrizes políticas propostas pela Federação e instando todos os profissionais a adotarem medidas de prevenção.

Replicamos abaixo a nota política da FNA, seguidas de notas explicativas sobre prevenção contaminação e combate à doença, dispostas na forma de perguntas e respostas.

Brasília, 17 de março de 2020.

Diretoria Colegiada
Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Distrito Federal


A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) soma-se ao esforço global de contenção da propagação do Covid-19. Como se sabe, cerca de 80% dos portadores do vírus não apresentam sintomas de infecção. Se por um lado a subnotificação é antes a regra que a exceção nessa pandemia, por outro lado os casos sintomáticos (cerca de 20%) têm um alto grau de letalidade – chegando à casa dos 8% dos contaminados.

Tal cenário coloca o Poder Público na obrigação de decretar imediatamente isolamento social amplo e quarentena em todos os casos suspeitos e prováveis.

A atitude irresponsável do presidente da República, não apenas chamando atos públicos com grande aglomeração de pessoas como também participando de um deles – quando ele mesmo é um caso suspeito de infecção – dá a medida do descaso de nossos governantes com a saúde do povo brasileiro. Devem-se responsabilizar os agentes públicos por suas omissões, por preterirem a vida simplesmente para manter o lucro de poucos – ancorados em discursos céticos obscurantistas.

Cada dia sem medidas de contenção expressa nas grandes cidades, nas empresas, nos órgãos públicos, nos canteiros de obras, no transporte público, é uma aposta perigosa cuja perda será cobrada em valiosas vidas humanas.

As medidas tomadas desde 2016 para reduzir o investimento público em saúde, especialmente a emenda constitucional do “teto dos gastos” (EC 95/2016), trarão consequências para toda população, independente da condição financeira. O Sistema Único de Saúde – SUS – precisa ser defendido por todos, pois é referência no tratamento de doenças que afetam a saúde pública. Esta é a luta de fundo que aqui se trava.

Para a situação específica, a FNA ratifica veementemente as Medidas de proteção à vida, à saúde, ao emprego e à renda dos trabalhadores e trabalhadoras propostas pelas centrais sindicais. A Federação elaborou ainda uma pauta de reivindicações como instrumentos de luta dos arquitetos e urbanistas juntamente a todos os trabalhadores e movimentos afins, direcionada tanto aos seus empregadores quanto ao Poder Público, de modo a evitar a explosão de casos graves e a superlotação de nosso sistema de saúde, garantindo os direitos de todos.

  1. Todos os arquitetos e urbanistas que trabalham exclusivamente com desenvolvimento de projeto de arquitetura e outras atividades similares devem ter o direito a desempenhar suas tarefas em isolamento doméstico, por meio de trabalho remoto. Sobretudo profissionais gestantes ou dentro do grupo de risco devem ter o direito ao isolamento: idosos, diabéticos, hipertensos, portadores de insuficiência renal ou doença respiratória crônicas.
  2. Nenhum trabalhador será demitido, sancionado ou terá redução de remuneração decorrente de atrasos, licenças ou ausências motivadas pela necessidade de cuidado dos filhos, uso de meios de transporte mais seguros, isolamento ou quarentena.
  3. Todas as assembleias, cursos, conferências, aulas que envolvam reunião de grande número de pessoas deverão ser adiados ou realizados por via remota. Nenhum profissional poderá ser obrigado a participar de atividades presenciais dessa natureza.
  4. Todos os arquitetos e urbanistas que tiverem viagens e visitas a obras como parte de sua rotina de trabalho deverão ter o direito a cancelar ou suspender tais compromissos sem prejuízo de sua remuneração ou avaliação profissional.
  5. Em caso de profissionais encarregados de manter em funcionamento serviços essenciais à população, o local de trabalho deverá contar com amplo material de proteção contra infecção e higienização pessoal, além das condições habituais de salubridade – ventilação, iluminação etc. Nesses casos, o trabalho deverá preferentemente ser organizado em turnos alternados de modo a permitir a distância mínima entre trabalhadores.
  6. Instamos os arquitetos e urbanistas a se somarem localmente aos movimentos de luta pelo direito à cidade, demandando do Poder Judiciário a imediata “suspensão por tempo indeterminado do cumprimento de mandados de reintegração de posse, despejos e remoções judiciais ou mesmo extrajudiciais motivadas por reintegração, entre outros, visando evitar o agravamento da situação de exposição ao vírus, o que coloca em risco tanto as famílias sujeitas a despejos quanto a saúde pública no país” – conforme nota conjunta já divulgada por esta Federação em conjunto com Instituto de Arquitetos do Brasil e o Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico.
  7. Visando ainda a proteger as camadas mais vulneráveis da população, instamos ainda os arquitetos e urbanistas a pressionar o Poder Público pela proibição temporária do corte de água e luz e pela concessão de abrigos temporários seguros e salubres à crescente população de rua de nossas cidades.
  8. Especialmente nas áreas urbanas será necessário, além das medidas sanitárias, solidariedade para garantir o abastecimento de alimentos e de insumos de proteção e de higiene, com a distribuição ampla onde se fizer necessário. A regulação por parte do poder público faz-se necessária para que não falte as condições mínimas para todos, com a colaboração e o esforço de toda população.

Conclamamos toda a categoria a unir-se aos movimentos da classe trabalhadora, não apenas com vistas a frear os perigos dessa pandemia e minimizar os efeitos devastadores da irresponsabilidade política de nossos governantes, como também a empreender uma permanente luta nos tempos atuais pelos direitos do povo e pelo serviço público de qualidade que a nosso País corresponde.

16 de março de 2020.

Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas

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COVID-19: 12 perguntas e respostas para conter o coronavírus

Devido ao avanço do Covid-19 em todo o mundo, a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) preparou algumas dicas e orientações para prevenção pessoal e coletiva. É importante lembrar que cerca de 80% dos portadores do vírus não apresentam sintomas de infecção, mas os casos sintomáticos (cerca de 20%) têm um alto grau de letalidade – chegando à casa dos 8% dos contaminados. Por isso, é necessário tomar medidas preventivas massivas o mais rápido possível com o intuito de frear a disseminação do vírus.

Algumas medidas a serem tomadas de imediato:

  • Lave sempre as mãos e procure não tocar o rosto. Use, também, álcool em gel;
  • Cubra o rosto quando tossir. De preferência, usando ombros ou braços;
  • Evite o contato pessoal, mantendo uma distância de pelo menos 1 metro do interlocutor;
  • Procure adiar reuniões presenciais, procurando usar alternativas de comunicação por áudio e vídeo;

Perguntas frequentes:

  1. O que é coronavírus? Coronavírus é uma família de vírus que causa infecções respiratórias.
  2. Como o coronavírus é transmitido?
    A transmissão do coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como: gotículas de saliva; espirro; tosse; catarro; contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão; contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
  3. Como é feito o tratamento do coronavírus?
    Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. É indicado repouso e consumo de muita água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas conforme cada caso. Por exemplo: uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos, de preferência paracetamol ou ácido acetilsalicílico); uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse. Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.
  4. Quais são os sintomas do coronavírus?
    Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.
    Os principais são sintomas conhecidos até o momento são:

    • Febre;
    • Tosse;
    • Dificuldade para respirar.
  5. Como prevenir o coronavírus?
    O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

    • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por, pelo menos, 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool a 70%;
    • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
    • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
    • Ficar em casa quando estiver doente;
    • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
    • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  6. Quais são as recomendações aos viajantes que estão no exterior?
    Aos viajantes que se encontram no exterior, é orientado seguir as recomendações das autoridades de saúde locais e as seguintes medidas de prevenção e controle para infecção humana pelo coronavírus:
  • Evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios;
  • Evitar contato com animais (vivos ou mortos);
  • Evitar o consumo de produtos de origem animal cru ou mal cozido;
  • Evitar a visitação em locais com registros de transmissão de casos suspeitos ou confirmados para a infecção humana pelo coronavírus;
  • Caso necessite de atendimento no serviço de saúde, informar detalhadamente o histórico de viagem e sintomas.
  • Adotar medidas de precaução padrão: lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, especialmente antes de ingerir alimentos, após utilizar transportes públicos, visitar locais com grande fluxo de pessoas como mercados, shopping, cinemas, teatros, aeroportos e rodoviárias. Se não tiver acesso à água e sabão, use álcool em gel a 70%.
    Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos e outros utensílios.
  • Evitar tocar mucosas dos olhos, nariz e boca sem que as mãos não estejam higienizadas. Proteger a boca e nariz com um lenço de papel (descarte logo após o uso) ou com o braço (e não com as mãos) ao tossir ou espirrar.
  1. Existe alguma restrição internacional?
    O Ministério da Saúde (MS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão divulgando as informações em seus sites oficiais e mídias sociais, especialmente para orientar os viajantes sobre as medidas de precaução para doença causada pelo coronavírus (COVID-19). As recomendações aos viajantes visam reduzir a exposição e transmissão da doença. Sendo país signatário do Regulamento Sanitário Internacional – RSI, as autoridades de saúde do Brasil estão monitorando e seguindo as recomendações definidas pela Organização Mundial da Saúde – OMS. As restrições ao tráfego internacional estão sendo atualizadas diariamente com base nas informações disponíveis sobre esse evento.
  2. Qualquer hospital pode receber paciente com coronavírus?
    Para um correto manejo clínico desde o contato inicial com os serviços de saúde, é preciso considerar e diferenciar cada caso. Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência estadual para isolamento e tratamento (hospitais informados no site do Ministério da Saúde em cada região). Os casos suspeitos leves podem não necessitar de hospitalização, sendo acompanhados pela Atenção Primária e instituídas medidas de precaução domiciliar. Porém, é necessário avaliar cada caso.
  3. Por quanto tempo o coronavírus pode ficar incubado?
    A doença pode ficar incubada de 2 a 14 dias após o contato com o vírus. O período médio de incubação é de 5 dias, com intervalo que pode chegar até a 12 dias.
  4. Tive contato com pessoas que vieram dos países monitorados recentemente ou que tiveram a confirmação positiva do vírus. O que devo fazer?
    Deve-se ficar atento ao aparecimento de febre e sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, entre outros). Caso manifeste algum desses sintomas, deve-se procurar atendimento médico imediatamente e informar a respeito do contato com pessoa que tem histórico recente de viagem a uma dessas localidades.
  5. Estive em viagem em um dos países monitorados pelo Ministério da Saúde quanto ao coronavírus. O que devo fazer?
    Conforme o protocolo do Ministério de Saúde, se você viajou nos últimos 14 dias e ficou doente com febre, tosse ou dificuldade de respirar, deve procurar atendimento médico imediatamente e informar detalhadamente o histórico de viagem recente e seus sintomas.
  6. Quando devo utilizar máscara de proteção?
    Use uma máscara apenas se estiver com sintomas de COVID-19 (principalmente tosse) ou cuidando de alguém que possa ter COVID-19. A OMS recomenda o uso racional de máscaras médicas para evitar o desperdício desnecessário de recursos preciosos e o uso indevido de máscaras.

Com informações do Ministério da Saúde