Conheça os participantes da Ocupa Chapa e seu programa para o Sindicato

O Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal realiza amanhã, segunda (31), as eleições para escolha da nova Diretoria Colegiada, Conselho Fiscal e suplentes para o triênio 2020-2023. Conheça aqui as pessoas e as propostas da Ocupa Chapa!


Ocupa Chapa

Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal
Agosto de 2020

Programa

    1. Em defesa de trabalhadores de Arquitetura e Urbanismo no contexto de contínuos ataques aos direitos trabalhistas
    2. Assistência à filiadas e filiados como parte de suas atividades primordiais.
    3. Valorizar a inserção de profissionais de arquitetura e urbanismo em seu lugar social próprio, estimulando a formação de escritórios populares e cooperativas
  1. Ampliar os serviços de Comunicação
  2. Reforçar a presença de profissionais de arquitetura e urbanismo nas instâncias públicas de planejamento urbano e territorial
  3. Promover a equidade profissional diante das questões de gênero, raça e orientação sexual

1. Em defesa de trabalhadores de Arquitetura e Urbanismo no contexto de contínuos ataques aos direitos trabalhistas

O principal papel de um sindicato deve ser o de defesa da classe trabalhadora por ele representada. O golpe de Estado de 2016 teve dentre seus objetivos principais o ataque aos direitos da classe trabalhadora, em que se inserem os profissionais de arquitetura e urbanismo. Quatro anos depois, esse contexto se intensifica frente à um Estado fascista que, em meio a uma conjuntura de pandemia global, segue retirando direitos da classe trabalhadora.

Esta conjuntura demanda a reorganização da categoria e o fortalecimento de seus instrumentos de luta.

Propõe-se um sindicato que trave seu combate na assistência aos filiados; na participação nos conselhos profissionais e demais instâncias deliberativas que lhe cumprem; na reivindicação de seu papel de promotor da cultura arquitetônica; na ampliação dos campos de atuação profissional da categoria; e na garantia de seus direitos em disputas específicas, como a ação junto a órgãos públicos, inclusive na cobrança pelas nomeações de aprovados em concursos e empresas com arquitetos e urbanistas em seus quadros – incluindo aqueles que trabalham como professores .

2. Assistência à filiadas e filiados como parte de suas atividades primordiais

Um sindicato deve também, primordialmente, prezar por suas filiadas e filiados. Nesse sentido temos como uma de nossas principais pautas a ampliação da assistência e apoio à estes. Como Sindicato buscaremos, em parceria com a Federação Nacional dos Arquitetos, prover, de modo franco e acessível:

  • Assistência jurídica e contábil às filiadas e filiados;
  • Ampliação dos convênios existentes, inclusive com planos de saúde, creches, universidades, postos de gasolina, etc;
  • Consolidação do espaço coletivo de trabalho em sua sede para profissionais autônomos sem domicílio contábil;
  • Oferta de atividades de capacitação em parceria com demais entidades;
  • Ampliar os canais de comunicação, inclusive e prioritariamente, de denúncia, junto ao sindicato.

3. Valorizar a inserção de profissionais de arquitetura e urbanismo em seu lugar social próprio, estimulando a formação de escritórios populares e cooperativas

A formação ampla garantida ao arquiteto e urbanista habilita-o à ação nas mais diversas frentes de trabalho, incluindo, por exemplo, a carreira docente ou o auxílio ao setor do Turismo. Em Brasília, especificamente, o grande número de trabalhadores do serviço público gera um campo profissional singular, em relação a outros centros urbanos do país.

Dentre os arquitetos-projetistas, porém, é comum a restrição do campo profissional a edifícios destinados a instituições e camadas sociais de elite – muitas vezes estranhas ao próprio profissional. Enquanto isso, três quartos de nossas cidades são constituídos de pequenas edificações, carentes de qualquer planejamento. Estas camadas sociais necessitam de profissionais capazes de projetar, orçar e construir seus bairros. É necessário criar instrumentos de formação técnica complementar, de circulação cultural e de inserção profissional para que este mercado floresça. Nesse sentido, são objetivos dessa gestão dar continuidade e ampliar o trabalho já iniciado com:

  • A promoção de cursos de especialização e formação complementar em parceria com as demais entidades e com instituições de ensino;
  • A edição publicações técnicas especializadas;
  • A promoção de mostras de arquitetura e urbanismo;
  • O incentivo à realização de concursos de arquitetura para a contratação de projetos pela Administração Pública;
  • E a viabilização de escritórios para jovens arquitetos em zonas periféricas e/ou cooperativas profissionais para atuar em zonas periféricas.

4. Ampliar os serviços de Comunicação

Um dos maiores desafios do sindicato é manter a comunicação contínua e eficiente com suas filiadas e filiados, bem como, com toda a classe profissional representada. Assim queremos ampliar os canais de comunicação, bem como as próprias campanhas como forma de dar suporte às demais pautas e visibilidade ao trabalho do sindicato e de seus filiados e filiadas.

A fim de ampliar a consciência do profissional de arquitetura e urbanismo como trabalhadores e informar seus direitos bem como o papel do sindicato na garantia desses direitos, se buscará nesta gestão:

  • Maior aproximação com as demais entidades, bem como com as universidades, a fim de conscientizar estudantes e trabalhadores do trabalho do sindicato;
  • Melhorar divulgação sobre os convênios e benefícios.;
  • Gerar periodicidade na produção e divulgação de conteúdos via site e redes sociais;
  • Consolidar o jornal do sindicato, aberto à publicações e participação dos associados e associadas;
  • Criar um canal específico para denúncias trabalhistas e de assédio moral e sexual.

5. Reforçar a presença de profissionais de arquitetura e urbanismo nas instâncias públicas de planejamento urbano e territorial

Arquitetos e urbanistas são profissionais integrantes das instâncias públicas de planejamento das cidades, seja como servidores técnicos que trabalham de acordo com a política vigente do momento, seja como classe trabalhadora que se contrapõe aos interesses das classes economicamente privilegiadas. É de interesse deste sindicato reforçar que arquitetos e urbanistas colaborem como categoria, servidores e ativistas, para que em instâncias decisórias das políticas urbanas de nossa cidade, sejam discutidos meios de reformular o território urbano de maneira mais inclusiva e justa com a diversidade que é inerente à cidade. A cidade é uma construção coletiva, tanto na sua materialidade, quanto no seu entendimento filosófico como espaço de diversidade, participação e democracia. Este sindicato visa trabalhar para que este entendimento prevaleça nos debates e assim contribuir para a superação da segregação socioespacial de Brasília.

6. Promover a equidade profissional diante das questões de gênero, raça e orientação sexual

Ainda que sob uma perspectiva tradicionalmente e prioritariamente classista cabe ao sindicato assumir o compromisso de priorizar políticas de redução da desigualdades trabalhistas em função de gênero, raça e orientação sexual e suas interseccionalidades. Coloca-se em especial a necessidade de um posicionamento afirmativo de inclusão equitária desses grupos identitários não apenas em ações com esse foco específico, mas na atuação no sindicato como um todo. Sob essa perspectiva, busca-se nesta gestão:

  • Reforçar que a segmentação da classe trabalhadora em subgrupos de precarização é uma estratégia de aprofundamento da exploração do mundo do trabalho pelo capital, e que a luta identitária é de interesse de classe como um todo;
  • Manutenção de diálogo contínuo com coletivos e movimentos sociais para consolidação das pautas e ações relativas às problemáticas raciais, de gênero e de orientação sexual que abordam a questão trabalhista;
  • Defender a diversidade e equidade de participação nos diversos colegiados;
  • Realizar campanhas de conscientização junto à categoria a respeito das pautas de diversidade e equidade no mundo do trabalho;
  • Pautar nas negociações de convenções coletivas de trabalho a equidade salarial por mesma função, ampliação e universalização de licença maternidade/paternidade, auxílio creche, entre outros direitos trabalhistas que tenham como foco reduzir o impacto das desigualdades estruturais em função de gênero, raça e orientação sexual.
  • Acolhimento de denúncias de racismo e assédio no ambiente de trabalho destacando em especial, possíveis motivadores machistas, racistas e lgbtfóbicos dentre os processos de demissão homologados pelo sindicato.
  • Levantar dados sobre a precarização do trabalho entre os filiados, em função de gênero, raça, e orientação sexual.
  • Dar publicidade e visibilidade a atuação profissional de tais grupos, em especial à atuação de arquitetas negras;
  • Intensificar a cooperação sindical no sentido de ampliar direitos trabalhistas com foco na equidade de gênero, raça e orientação sexual.
  • Criar uma rede de publicações que fomente também a diversidade e equidade no campo da arquitetura;
  • Promover atividades de formação que priorizem o desenvolvimento dos nichos precarizados de atuação, ocupados majoritariamente por mulheres, negros e LGBTQIA+;
  • Promover atividades de debate, campanhas, divulgação, estudos, que tenham como foco a questão de gênero, raça e orientação sexual diante do exercício da profissão.
  • Celebrar convênios com creches e escolas como forma de diminuir o impacto da maternidade na carreira profissional das mulheres arquitetas;
  • Definir cotas específicas nas atividades, direcionadas à temática identitária ou não, do sindicato para incentivar preferencialmente a participação de mulheres, negros e LGBTQIA+.

Composição da Ocupa Chapa

Diretoria Colegiada

  • Luciana Jobim Navarro – Diretora de Assuntos Profissionais
  • Gustavo Franco Garcia Guedes – Diretor Administrativo‐financeiro
  • Abel Teixeira Escovedo – Diretor de Assuntos Sindicais
  • Anie Caroline Afonso Figueira – Diretora de Assuntos Trabalhistas
  • Mariana Roberti Bomtempo – Diretora de Políticas Públicas
  • Diana Bogado Corrêa da Silva – Diretora Sindical
  • Marilia Tuler Veloso – Diretora Sindical
  • Julia Lins Bittencourt – Diretora Sindical

Conselho Fiscal

  • Nicole Carneiro Ferrer Santos – Conselheira Titular
  • Celso Nigro Engracia de Oliveira – Conselheiro Titular
  • Angelina Nardelli Quaglia Berçott – Conselheira Titular
  • Marina Amorim Cavalcanti de Oliveira – Conselheira Suplente
  • Ilva José Alves – Conselheira Suplente
  • Leandro Fernandes – Conselheiro Suplente