Sem arborização, cidades do DF sofrem mais em épocas de calor e de seca

Urbanização descontrolada, e sem nenhuma preocupação ecológica, faz com que algumas regiões administrativas do DF sofram mais com calor

Nas tesourinhas, superquadras e avenidas que contornam o Plano Piloto, ipês e flamboyants são a marca registrada da cidade planejada por Oscar Nieyemer e Lucio Costa. Porém, essas árvores não se resumem a enfeites para embelezar uma região. Elas emanam saúde, bem-estar, ajudam no ciclo da chuva e podem até amenizar as altas temperaturas. Em meio a um ano de calor recorde no Distrito Federal, e de uma crise hídrica causada pelos baixos níveis dos reservatórios que abastecem a capital, a arborização urbana se mostra como uma importante ferramenta para combater os impactos climáticos do nosso quadrado.
Mas como o plantio de árvores pode ajudar a melhorar questões como temperatura e questões hidrológicas? Alguns estudos comprovam a relação entre as condições microclimáticas de uma região e a arborização. Ou seja, plantar uma árvore não significa resolver todos os problemas, mas traz benefícios inatingíveis dentro de uma região, como, por exemplo, diminuir a exposição ao sol, amenizar as temperaturas e absorver a água para infiltrá-la no subsolo — parte importante do processo de formação das chuvas. Segundo o professor e doutor em arquitetura e urbanismo Caio Silva, da Universidade de Brasília (UnB), a diferença de arborização entre os lugares mostra a necessidade de um novo planejamento urbanístico. “Eu fiz uma pesquisa em Teresina. Na mesma hora, mesmo dia e na mesma medição, eu tenho 3,1°C a mais da temperatura em avenidas que não têm arborização”, diz.

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