Arquitetos-DF — Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Distrito Federal

Conheça a chapa Arquitetura é Trabalho e seu programa para o Sindicato

31/10/2026

A chapa Arquitetura é Trabalho, única registrada para a eleição da Diretoria Colegiada e do Conselho Fiscal do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Distrito Federal (gestão 2026–2029), apresenta seu programa.

Apresentação

A reforma trabalhista de 2017 deixou de ser uma ameaça e tornou-se o terreno em que a profissão se reorganiza. O fim da contribuição sindical obrigatória, a prevalência do negociado sobre o legislado, a terceirização irrestrita e a contratação como pessoa jurídica fragilizaram os sindicatos e empurraram boa parte da categoria para relações de trabalho sem proteção. Ao mesmo tempo, a organização do trabalho em arquitetura e urbanismo muda por dentro: o BIM (Building Information Modeling, ou Modelagem da Informação da Construção) e a inteligência artificial (IA) redistribuem tarefas, concentram o controle dos processos de projeto e ameaçam reduzir o trabalho intelectual a operação de software.

Esta chapa propõe um sindicato que reconheça esse quadro sem se resignar a ele: que proteja quem trabalha, que dispute o sentido das novas tecnologias, que amplie o acesso à prática profissional e que se sustente pela solidariedade com o conjunto da classe trabalhadora.

1. Defesa de quem trabalha com arquitetura e urbanismo

O papel primeiro de um sindicato é a defesa da categoria que representa, seja no emprego público ou privado, seja no trabalho autônomo, cada vez mais marcado pela informalidade. Para isso, a gestão buscará:

2. Tecnologia a serviço do trabalho, não contra ele

O BIM e a inteligência artificial podem servir à divisão do trabalho em arquitetura, separando concepção e execução, fragmentando o projeto em tarefas e rebaixando o valor de quem o realiza. Podem também ampliar a capacidade criativa e o papel da arquitetura e do urbanismo na produção do espaço construído. O sindicato deve tomar parte nessa disputa.

Por isso a gestão levará ao Distrito Federal o Solare (Softwares Livres para Arquitetura e Engenharia), programa da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) que promove o uso de programas livres e abertos na profissão. O Solare enfrenta o custo das licenças, que pesa sobretudo sobre quem trabalha por conta própria e sobre pequenos escritórios, e a dependência de poucos fornecedores, que define de fora como o trabalho se organiza. Com ele, a gestão propõe:

3. Acesso à prática profissional

A maior parte das cidades brasileiras é feita sem arquitetura, enquanto muita gente formada não encontra onde trabalhar. O campo profissional é mais amplo do que o projeto para poucos: aproximar a profissão de toda a sociedade e dar visibilidade às suas várias frentes é também abrir campo de trabalho digno. A gestão fomentará localmente as políticas da FNA voltadas à democratização da prática profissional:

4. Equidade de gênero, raça e diversidade sexual

A arquitetura e o urbanismo são exercidos majoritariamente por mulheres, que, no entanto, recebem menos, ocupam menos posições de direção e acumulam o trabalho de cuidado. Pessoas negras são minoria na categoria e nos espaços de decisão, e a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero segue presente nos ambientes de trabalho. A segmentação da classe trabalhadora em grupos mais precarizados aprofunda a exploração do conjunto, e por isso a equidade é pauta de toda a categoria. A gestão buscará:

5. Um sindicato sustentável e articulado

Sem contribuição obrigatória, a força do sindicato depende de filiação voluntária, de serviços que façam sentido para a categoria e de alianças. A gestão buscará:

Composição da chapa

Diretoria Colegiada

Conselho Fiscal

A votação será em 13 de novembro de 2026, das 8h às 20h, pela internet. Documentos e calendário em Eleições.

O programa completo também está em PDF: Programa da chapa Arquitetura é Trabalho.

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